{"id":310,"date":"2024-04-02T15:23:05","date_gmt":"2024-04-02T18:23:05","guid":{"rendered":"http:\/\/bioarandu.com.br\/?page_id=310"},"modified":"2025-08-18T10:56:42","modified_gmt":"2025-08-18T13:56:42","slug":"pesquisas","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/bioarandu.com.br\/?page_id=310","title":{"rendered":"Pesquisas"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"310\" class=\"elementor elementor-310\" data-elementor-post-type=\"page\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b0065f4 e-con-full e-flex wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"b0065f4\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;,&quot;background_motion_fx_motion_fx_scrolling&quot;:&quot;yes&quot;,&quot;background_motion_fx_translateY_effect&quot;:&quot;yes&quot;,&quot;background_motion_fx_translateY_direction&quot;:&quot;negative&quot;,&quot;background_motion_fx_translateY_speed&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;size&quot;:5.0999999999999996,&quot;sizes&quot;:[]},&quot;background_motion_fx_range&quot;:&quot;page&quot;,&quot;background_motion_fx_translateY_affectedRange&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;%&quot;,&quot;size&quot;:&quot;&quot;,&quot;sizes&quot;:{&quot;start&quot;:0,&quot;end&quot;:100}},&quot;background_motion_fx_devices&quot;:[&quot;desktop&quot;,&quot;tablet&quot;,&quot;mobile&quot;]}\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-96b76ad e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no e-con e-child\" data-id=\"96b76ad\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9b02e08 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"9b02e08\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h1 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Pesquisas<\/h1>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f7c4110 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"f7c4110\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1af986d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1af986d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Em 50 anos, o Brasil saiu da condi\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar para uma agricultura pujante. Se, nos anos 1950, a seca no Nordeste e as terras consideradas improdutivas do Cerrado limitavam a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, hoje, o pa\u00eds \u00e9 o segundo maior exportador de alimentos do mundo, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos. E uma proje\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) coloca o Brasil na lideran\u00e7a em 2024. Tudo isso s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia.<\/p><p>&#8220;Houve um salto muito expressivo da agropecu\u00e1ria brasileira. A nossa agricultura \u00e9 baseada em ci\u00eancia. Chegamos a esse patamar por conta da pesquisa agropecu\u00e1ria. Houve investimentos significativos para que cheg\u00e1ssemos a esse ponto, e \u00e9 fundamental que continuemos investindo em pesquisa para seguir essa trilha&#8221;, afirmou o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), Ladislau Martin Neto.<\/p><p>A contribui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a seguran\u00e7a alimentar \u00e9 o tema da 13\u00aa Semana Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia que o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC) realiza entre 17 a 23 de outubro de 2024, em todo o pa\u00eds.<\/p><p>&#8220;A ci\u00eancia e a tecnologia t\u00eam um papel muito importante dentro do desenvolvimento agr\u00edcola. \u00c9 com pesquisa que voc\u00ea melhora a produtividade e consegue alimentos com maior qualidade para a popula\u00e7\u00e3o. N\u00f3s, aqui no MCTIC, apoiamos a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos para a ci\u00eancia, e a agricultura \u00e9 parte do nosso escopo. O CNPq apoia pesquisas na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e muitos desses estudantes t\u00eam atividades de pesquisa voltadas para a agropecu\u00e1ria&#8221;, disse o secret\u00e1rio de Pol\u00edticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Jailson de Andrade.<\/p><p>Pesquisa revolucion\u00e1ria<\/p><p>A pesquisa cient\u00edfica foi fundamental, por exemplo, no desenvolvimento da tecnologia de fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio no solo. O m\u00e9todo inovador da engenheira agr\u00f4noma Johanna D\u00f6benreiner (1924-2000), tcheca naturalizada brasileira, consiste na inser\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias Rhizobium em sementes para que os organismos celulares sirvam como uma esp\u00e9cie de adubo natural. A t\u00e9cnica permitiu que o solo do cerrado, de elevada acidez, se tornasse um terreno f\u00e9rtil. Essa expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola revolucionou a agropecu\u00e1ria brasileira. O trabalho, que come\u00e7ou com a soja, hoje se estende para outras culturas. O m\u00e9todo inovador que transformou o cerrado em \u00e1rea produtiva tornou o cultivo mais barato e natural, uma vez que substituiu o uso de fertilizantes nitrogenados \u2013 um insumo caro e poluente.<\/p><p>&#8220;Esse processo gera uma economia anual de US$ 10 bilh\u00f5es apenas na cadeia da soja, al\u00e9m de todos os impactos ambientais positivos da n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o da aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada. O or\u00e7amento anual da Embrapa \u00e9 de US$ 1 bilh\u00e3o e, com a utiliza\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica tecnologia, conseguimos pagar o funcionamento da cadeia de pesquisa por dez anos&#8221;, explicou Martin Neto.<\/p><p>A tecnologia garantiu a Johanna D\u00f6benreiner um assento na Academia de Ci\u00eancia do Vaticano, al\u00e9m de uma indica\u00e7\u00e3o para o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica em 1997.<\/p><p>Mais com menos<\/p><p>Um dos trunfos da agropecu\u00e1ria brasileira \u00e9 a produtividade. Segundo levantamento do Minist\u00e9rio da Agricultura, cada hectare semeado no Brasil \u00e9 capaz de produzir at\u00e9 tr\u00eas toneladas de alimentos. Na d\u00e9cada de 1990, esse valor era de uma tonelada\/hectare. Nesse per\u00edodo, o incremento da produ\u00e7\u00e3o foi de 250%, saltando de 60 milh\u00f5es de toneladas por safra para 250 milh\u00f5es de toneladas. A \u00e1rea plantada, por\u00e9m, cresceu em um ritmo muito menor: 50%.<\/p><p>Isso s\u00f3 foi poss\u00edvel com a incorpora\u00e7\u00e3o de diferentes tecnologias ao trabalho no campo. A biotecnologia, a nanotecnologia e as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TICs) foram fundamentais para melhorar a produtividade do agroneg\u00f3cio. Os usos s\u00e3o dos mais diversos. V\u00e3o desde a modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de sementes at\u00e9 o uso de drones para o monitoramento de planta\u00e7\u00f5es. H\u00e1 tamb\u00e9m a utiliza\u00e7\u00e3o em larga escala da Internet das Coisas (IoT) em m\u00e1quinas agr\u00edcolas, que permitem ao agricultor monitorar em tempo real as condi\u00e7\u00f5es do solo durante a semeadura ou a colheita.<\/p><p>&#8220;O uso de novas tecnologias nos permite produzir mais usando menos \u00e1rea e menos recursos naturais. Elas s\u00e3o aliadas da agropecu\u00e1ria. Um dos exemplos \u00e9 o melhoramento gen\u00e9tico, mas h\u00e1 tamb\u00e9m o desenvolvimento de insumos, de m\u00e1quinas agr\u00edcolas e ferramentas de gest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. S\u00e3o tecnologias convergentes que, sem d\u00favida, s\u00e3o decisivas e ser\u00e3o muito mais no futuro do agroneg\u00f3cio brasileiro&#8221;, enfatizou Ladislau Martin Neto, da Embrapa.<\/p><p>Fonte: MCTIC<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ca2cb7a e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-column-slider-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"ca2cb7a\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7154f18 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7154f18\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Em 50 anos, o Brasil saiu da condi\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar para uma agricultura pujante. Se, nos anos 1950, a seca no Nordeste e as terras consideradas improdutivas do Cerrado limitavam a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, hoje, o pa\u00eds \u00e9 o segundo maior exportador de alimentos do mundo, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos. E uma proje\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) coloca o Brasil na lideran\u00e7a em 2024. Tudo isso s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia.<\/p><p>&#8220;Houve um salto muito expressivo da agropecu\u00e1ria brasileira. A nossa agricultura \u00e9 baseada em ci\u00eancia. Chegamos a esse patamar por conta da pesquisa agropecu\u00e1ria. Houve investimentos significativos para que cheg\u00e1ssemos a esse ponto, e \u00e9 fundamental que continuemos investindo em pesquisa para seguir essa trilha&#8221;, afirmou o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), Ladislau Martin Neto.<\/p><p>A contribui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a seguran\u00e7a alimentar \u00e9 o tema da 13\u00aa Semana Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia que o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC) realiza entre 17 a 23 de outubro de 2024, em todo o pa\u00eds.<\/p><p>&#8220;A ci\u00eancia e a tecnologia t\u00eam um papel muito importante dentro do desenvolvimento agr\u00edcola. \u00c9 com pesquisa que voc\u00ea melhora a produtividade e consegue alimentos com maior qualidade para a popula\u00e7\u00e3o. N\u00f3s, aqui no MCTIC, apoiamos a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos para a ci\u00eancia, e a agricultura \u00e9 parte do nosso escopo. O CNPq apoia pesquisas na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e muitos desses estudantes t\u00eam atividades de pesquisa voltadas para a agropecu\u00e1ria&#8221;, disse o secret\u00e1rio de Pol\u00edticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Jailson de Andrade.<\/p><p>Pesquisa revolucion\u00e1ria<\/p><p>A pesquisa cient\u00edfica foi fundamental, por exemplo, no desenvolvimento da tecnologia de fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio no solo. O m\u00e9todo inovador da engenheira agr\u00f4noma Johanna D\u00f6benreiner (1924-2000), tcheca naturalizada brasileira, consiste na inser\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias Rhizobium em sementes para que os organismos celulares sirvam como uma esp\u00e9cie de adubo natural. A t\u00e9cnica permitiu que o solo do cerrado, de elevada acidez, se tornasse um terreno f\u00e9rtil. Essa expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola revolucionou a agropecu\u00e1ria brasileira. O trabalho, que come\u00e7ou com a soja, hoje se estende para outras culturas. O m\u00e9todo inovador que transformou o cerrado em \u00e1rea produtiva tornou o cultivo mais barato e natural, uma vez que substituiu o uso de fertilizantes nitrogenados \u2013 um insumo caro e poluente.<\/p><p>&#8220;Esse processo gera uma economia anual de US$ 10 bilh\u00f5es apenas na cadeia da soja, al\u00e9m de todos os impactos ambientais positivos da n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o da aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada. O or\u00e7amento anual da Embrapa \u00e9 de US$ 1 bilh\u00e3o e, com a utiliza\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica tecnologia, conseguimos pagar o funcionamento da cadeia de pesquisa por dez anos&#8221;, explicou Martin Neto.<\/p><p>A tecnologia garantiu a Johanna D\u00f6benreiner um assento na Academia de Ci\u00eancia do Vaticano, al\u00e9m de uma indica\u00e7\u00e3o para o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica em 1997.<\/p><p>Mais com menos<\/p><p>Um dos trunfos da agropecu\u00e1ria brasileira \u00e9 a produtividade. Segundo levantamento do Minist\u00e9rio da Agricultura, cada hectare semeado no Brasil \u00e9 capaz de produzir at\u00e9 tr\u00eas toneladas de alimentos. Na d\u00e9cada de 1990, esse valor era de uma tonelada\/hectare. Nesse per\u00edodo, o incremento da produ\u00e7\u00e3o foi de 250%, saltando de 60 milh\u00f5es de toneladas por safra para 250 milh\u00f5es de toneladas. A \u00e1rea plantada, por\u00e9m, cresceu em um ritmo muito menor: 50%.<\/p><p>Isso s\u00f3 foi poss\u00edvel com a incorpora\u00e7\u00e3o de diferentes tecnologias ao trabalho no campo. A biotecnologia, a nanotecnologia e as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TICs) foram fundamentais para melhorar a produtividade do agroneg\u00f3cio. Os usos s\u00e3o dos mais diversos. V\u00e3o desde a modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de sementes at\u00e9 o uso de drones para o monitoramento de planta\u00e7\u00f5es. H\u00e1 tamb\u00e9m a utiliza\u00e7\u00e3o em larga escala da Internet das Coisas (IoT) em m\u00e1quinas agr\u00edcolas, que permitem ao agricultor monitorar em tempo real as condi\u00e7\u00f5es do solo durante a semeadura ou a colheita.<\/p><p>&#8220;O uso de novas tecnologias nos permite produzir mais usando menos \u00e1rea e menos recursos naturais. Elas s\u00e3o aliadas da agropecu\u00e1ria. Um dos exemplos \u00e9 o melhoramento gen\u00e9tico, mas h\u00e1 tamb\u00e9m o desenvolvimento de insumos, de m\u00e1quinas agr\u00edcolas e ferramentas de gest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. S\u00e3o tecnologias convergentes que, sem d\u00favida, s\u00e3o decisivas e ser\u00e3o muito mais no futuro do agroneg\u00f3cio brasileiro&#8221;, enfatizou Ladislau Martin Neto, da Embrapa.<\/p><p>Fonte: MCTIC<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas Em 50 anos, o Brasil saiu da condi\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar para uma agricultura pujante. Se, nos anos 1950, a seca no Nordeste e as terras consideradas improdutivas do Cerrado limitavam a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, hoje, o pa\u00eds \u00e9 o segundo maior exportador de alimentos do mundo, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos. E uma proje\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) coloca o Brasil na lideran\u00e7a em 2024. Tudo isso s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia. &#8220;Houve um salto muito expressivo da agropecu\u00e1ria brasileira. A nossa agricultura \u00e9 baseada em ci\u00eancia. Chegamos a esse patamar por conta da pesquisa agropecu\u00e1ria. Houve investimentos significativos para que cheg\u00e1ssemos a esse ponto, e \u00e9 fundamental que continuemos investindo em pesquisa para seguir essa trilha&#8221;, afirmou o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), Ladislau Martin Neto. A contribui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a seguran\u00e7a alimentar \u00e9 o tema da 13\u00aa Semana Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia que o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC) realiza entre 17 a 23 de outubro de 2024, em todo o pa\u00eds. &#8220;A ci\u00eancia e a tecnologia t\u00eam um papel muito importante dentro do desenvolvimento agr\u00edcola. \u00c9 com pesquisa que voc\u00ea melhora a produtividade e consegue alimentos com maior qualidade para a popula\u00e7\u00e3o. N\u00f3s, aqui no MCTIC, apoiamos a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos para a ci\u00eancia, e a agricultura \u00e9 parte do nosso escopo. O CNPq apoia pesquisas na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e muitos desses estudantes t\u00eam atividades de pesquisa voltadas para a agropecu\u00e1ria&#8221;, disse o secret\u00e1rio de Pol\u00edticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Jailson de Andrade. Pesquisa revolucion\u00e1ria A pesquisa cient\u00edfica foi fundamental, por exemplo, no desenvolvimento da tecnologia de fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio no solo. O m\u00e9todo inovador da engenheira agr\u00f4noma Johanna D\u00f6benreiner (1924-2000), tcheca naturalizada brasileira, consiste na inser\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias Rhizobium em sementes para que os organismos celulares sirvam como uma esp\u00e9cie de adubo natural. A t\u00e9cnica permitiu que o solo do cerrado, de elevada acidez, se tornasse um terreno f\u00e9rtil. Essa expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola revolucionou a agropecu\u00e1ria brasileira. O trabalho, que come\u00e7ou com a soja, hoje se estende para outras culturas. O m\u00e9todo inovador que transformou o cerrado em \u00e1rea produtiva tornou o cultivo mais barato e natural, uma vez que substituiu o uso de fertilizantes nitrogenados \u2013 um insumo caro e poluente. &#8220;Esse processo gera uma economia anual de US$ 10 bilh\u00f5es apenas na cadeia da soja, al\u00e9m de todos os impactos ambientais positivos da n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o da aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada. O or\u00e7amento anual da Embrapa \u00e9 de US$ 1 bilh\u00e3o e, com a utiliza\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica tecnologia, conseguimos pagar o funcionamento da cadeia de pesquisa por dez anos&#8221;, explicou Martin Neto. A tecnologia garantiu a Johanna D\u00f6benreiner um assento na Academia de Ci\u00eancia do Vaticano, al\u00e9m de uma indica\u00e7\u00e3o para o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica em 1997. Mais com menos Um dos trunfos da agropecu\u00e1ria brasileira \u00e9 a produtividade. Segundo levantamento do Minist\u00e9rio da Agricultura, cada hectare semeado no Brasil \u00e9 capaz de produzir at\u00e9 tr\u00eas toneladas de alimentos. Na d\u00e9cada de 1990, esse valor era de uma tonelada\/hectare. Nesse per\u00edodo, o incremento da produ\u00e7\u00e3o foi de 250%, saltando de 60 milh\u00f5es de toneladas por safra para 250 milh\u00f5es de toneladas. A \u00e1rea plantada, por\u00e9m, cresceu em um ritmo muito menor: 50%. Isso s\u00f3 foi poss\u00edvel com a incorpora\u00e7\u00e3o de diferentes tecnologias ao trabalho no campo. A biotecnologia, a nanotecnologia e as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TICs) foram fundamentais para melhorar a produtividade do agroneg\u00f3cio. Os usos s\u00e3o dos mais diversos. V\u00e3o desde a modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de sementes at\u00e9 o uso de drones para o monitoramento de planta\u00e7\u00f5es. H\u00e1 tamb\u00e9m a utiliza\u00e7\u00e3o em larga escala da Internet das Coisas (IoT) em m\u00e1quinas agr\u00edcolas, que permitem ao agricultor monitorar em tempo real as condi\u00e7\u00f5es do solo durante a semeadura ou a colheita. &#8220;O uso de novas tecnologias nos permite produzir mais usando menos \u00e1rea e menos recursos naturais. Elas s\u00e3o aliadas da agropecu\u00e1ria. Um dos exemplos \u00e9 o melhoramento gen\u00e9tico, mas h\u00e1 tamb\u00e9m o desenvolvimento de insumos, de m\u00e1quinas agr\u00edcolas e ferramentas de gest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. S\u00e3o tecnologias convergentes que, sem d\u00favida, s\u00e3o decisivas e ser\u00e3o muito mais no futuro do agroneg\u00f3cio brasileiro&#8221;, enfatizou Ladislau Martin Neto, da Embrapa. Fonte: MCTIC Em 50 anos, o Brasil saiu da condi\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar para uma agricultura pujante. Se, nos anos 1950, a seca no Nordeste e as terras consideradas improdutivas do Cerrado limitavam a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, hoje, o pa\u00eds \u00e9 o segundo maior exportador de alimentos do mundo, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos. E uma proje\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) coloca o Brasil na lideran\u00e7a em 2024. Tudo isso s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 ci\u00eancia e tecnologia. &#8220;Houve um salto muito expressivo da agropecu\u00e1ria brasileira. A nossa agricultura \u00e9 baseada em ci\u00eancia. Chegamos a esse patamar por conta da pesquisa agropecu\u00e1ria. Houve investimentos significativos para que cheg\u00e1ssemos a esse ponto, e \u00e9 fundamental que continuemos investindo em pesquisa para seguir essa trilha&#8221;, afirmou o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa), Ladislau Martin Neto. A contribui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a seguran\u00e7a alimentar \u00e9 o tema da 13\u00aa Semana Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia que o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es (MCTIC) realiza entre 17 a 23 de outubro de 2024, em todo o pa\u00eds. &#8220;A ci\u00eancia e a tecnologia t\u00eam um papel muito importante dentro do desenvolvimento agr\u00edcola. \u00c9 com pesquisa que voc\u00ea melhora a produtividade e consegue alimentos com maior qualidade para a popula\u00e7\u00e3o. N\u00f3s, aqui no MCTIC, apoiamos a forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos para a ci\u00eancia, e a agricultura \u00e9 parte do nosso escopo. O CNPq apoia pesquisas na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, e muitos desses estudantes t\u00eam atividades de pesquisa voltadas para a agropecu\u00e1ria&#8221;, disse o secret\u00e1rio de Pol\u00edticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Jailson de Andrade. Pesquisa revolucion\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"elementor_header_footer","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-310","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/bioarandu.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/bioarandu.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/bioarandu.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bioarandu.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/bioarandu.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=310"}],"version-history":[{"count":40,"href":"http:\/\/bioarandu.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":702,"href":"http:\/\/bioarandu.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/310\/revisions\/702"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/bioarandu.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}